O Projeto avança para o horizonte da arte possível entre sons acústicos e sintetizações sonoras, criando espaços de invenções imagéticas e, conseqüentemente, propondo a discussão dos limites da composição contemporânea, tensionada cada vez mais pela alta velocidade da informação virtual disponível. Loops, bytes, instrumentos plugados ou de percussão e muita sensibilidade fazem parte da característica sonora e plástica de Jorge Efi.
Em suas trilhas a composição é construída de forma meticulosa: tudo é criado e recriado com precisão e habilidade para que se possa alcançar a expressividade desejada em cada faixa. Com o auxílio de computadores conectados em rede, o Projeto Maria Louca mescla sons improvisados e digitaliza aos já programados em seus HDs.
Essa música imagética caminha junto com os vídeos produzidos pelo artista, sempre com muita propriedade e humor, mantendo a característica multi-artística com todo e qualquer elemento possível. O Projeto fundado em dezembro de 2005 teve inspiração na cachaça feita pelos internos dos grandes presídios no Brasil, a Maria Louca, produzida com base na fermentação de qualquer fruta disponível.
A inventividade burla a lei e reinventa o seu próprio sistema pelos corredores e celas. Não menos criativo é o cenário musical brasileiro, com seus talentosos artistas à margem da grande mídia. E com o mesmo ímpeto, Jorge Efi, agora em trabalho solo, desenvolve o Projeto Eletroacústico Maria Louca, despretensiosamente navegando em seus computadores e sorvendo boas “goladas”.